Você sabia que alimentos, lugares e objetos também são fontes de radiação?

As pesquisas científicas atuais comprovaram que o risco associado ao uso das técnicas radiográficas intrabucais, das panorâmicas e das tomografias computadorizadas é menor do que o risco da radiação a que estamos expostos no cotidiano. As doses de radiação das radiografias usadas na Odontologia são extremamente pequenas e muito inferiores as doses usadas em exames médicos. Além disso, aqui na Unirad dispomos da mais alta tecnologia para minimizar os possíveis danos oriundos das radiações ionizantes na rotina odontológica. Podemos citar o uso de aventais plumbíferos, sistema digital e aparelhos calibrados. Desta forma, podemos afirmar que os riscos são infinitamente menores que os benefícios oriundos dos exames por imagem para a prática da Odontologia Moderna. Confira abaixo uma relação com alimentos, lugares e objetos radioativos, elaborada pela HypeScience, aos quais estamos expostos em nosso dia-a-dia: Alimentos:

  • A castanha-do-pará é um dos alimentos mais radioativos do mundo. A razão para isto é que as raízes das árvores que produzem a castanha crescem tão profundamente no solo que absorvem níveis maciços de rádio, uma fonte natural de radiação.
  • Bananas, como a castanha-do-pará, produzem pequenas quantidades de radiação. No caso das bananas, a culpa é de seu código genético. Antes de começar a enterrar suas bananas em um caixão de chumbo revestido, porém, fique sabendo que você teria que comer cerca de cinco milhões de bananas para se contaminar com essa radiação. Mesmo pequena, ela ainda é detectável em contadores Geiger, no entanto.

Lugares:

  • A estação Grand Central Station em Nova York (EUA) é uma das maiores estações ferroviárias do mundo, e também uma das mais radioativas. Isto porque muitas das paredes da estação, bem como seus fundamentos, foram construídas utilizando granito, uma pedra capaz de deter radiação natural. Na verdade, os níveis de radiação produzidos pela estação são tão altos que ultrapassam os níveis que as usinas nucleares são legalmente autorizadas a emitir.
  • É um fato científico que, quanto maior a altitude, mais exposição a formas de radiação cósmica se recebe. Você pode culpar a atmosfera da Terra por isso: a camada atmosférica que envolve a Terra fica mais fina conforme mais próximos estamos dela. Portanto, oferece menos proteção para as pessoas embaixo. Este é um problema para os moradores de cidades com grande altitude, como Campos do Jordão ou Serras Gaúchas . Como resultado, sua população é atingida por duas vezes mais radiação que os que vivem no nível do mar. Estranhamente, no entanto, isso não tem um efeito ruim para a saúde: um estudo descobriu que as populações que vivem em altitudes montanhosas vivem mais tempo e tem uma vida mais saudável.

Objetos:

  • Lugares públicos geralmente têm placas ou sinais que indicam a saída brilhantes espalhados pelo lugar. Como eles são projetados para serem usados durante desastres, a fim de orientar as pessoas para fora em segurança, não estão conectados à fonte de alimentação principal do edifício (justamente porque devem guiar as pessoas mesmo em falta de eletricidade). Então, como geram essa luz? Baterias de longa duração? Não. A luz é gerada por amostras de um isótopo radioativo de hidrogênio, o trítio, no interior da placa. Infelizmente, no entanto, se esse mesmo desastre que cortar a energia também quebrar a placa, o isótopo radioativo pode escapar e contaminar o edifício.
  • Fique longe da caixa de areia do seu gatinho, já que esta é uma das fontes mais comuns de radiação. Isso porque um dos seus principais componentes é argila bentonítica, um tipo de argila ótimo para absorver coco e urina, mas terrível por deter vestígios de urânio e tório (elementos radioativos) de ocorrência natural.
  • Se você tem uma bancada de granito na cozinha, então há uma boa chance de que quase toda comida que foi preparada lá foi submetida à radiação. Se você se lembra da história da estação Grand Central Station, já sabe por que: é porque o granito é uma rocha excelente para reter radiação que ocorre naturalmente.
  • Muitos itens de cerâmica produzidos antes de 1960, principalmente os com cor laranjada ou vermelhada, contêm altos níveis de urânio, por conta de ele ter sido misturado no esmalte que dá as peças sua cor distinta. Da mesma forma, se você tem quaisquer itens de vidro antigo com uma cor esverdeada, eles provavelmente também contêm urânio. Não se deve beber a partir desses objetos (no caso de serem copos), ainda mais porque porcelana antiga também vaza chumbo.
  • Se uma editora de revistas quiser vender mais, geralmente passa a imprimir seus produtos em papel brilhante, simplesmente porque parece mais agradável e torna os consumidores mais propensos a comprá-los. Entretanto, esta aparência brilhante requer que o papel seja coberto de caulim, um tipo de argila branca. Como a argila da caixa de areia para gatos, esta também é capaz de deter elementos radioativos como urânio e tório. Por fim, caulim também é usado comummente como aditivo alimentar e como ingrediente em muitas drogas.
  • Muitos cigarros contêm materiais radioativos, como polônio-210  e chumbo-210. Se você está procurando razões para parar de fumar, essas são excelentes. Estes materiais, que sobrevivem nas folhas de tabaco durante todo o processo de produção dos cigarros, são libertados para o ar na forma de vapor quando o cigarro é aceso e inalado pelo fumante. Embora estes materiais sejam liberados em concentrações baixas, os depósitos destes produtos químicos podem acumular-se de forma significativa nos órgãos de fumantes médios a pesados, e acredita-se estarem ligados ao desenvolvimento de certos cânceres.

(http://hypescience.com/)

 

Por: Dra. Renata Nobile – CD Radiologista