Comparativo entre Imagens Convencionais (2D) e Tomográficas (3D)

As radiografias são um excelente recurso para auxílio no diagnóstico e estabelecimento de um plano de tratamento adequado.
Entretanto, ao analisarmos estruturas tridimensionais em radiografias bidimensionais, nos deparamos com algumas limitações. Além de não termos a referência de espessura óssea, as sobreposições das imagens das estruturas anatômicas do paciente dificultam o nosso diagnóstico.
Com o avanço da tecnologia e a incorporação da tomografia computadorizada a rotina das especialidade odontológicas conseguimos exames que nos permitem a visualização das imagens das estruturas dentárias e das estruturas ósseas adjacentes em três dimensões, eliminando as sobreposições e  facilitando o diagnóstico.
Veja abaixo alguns casos comparando as radiografias convencionais com as tomografias:

Caso 1: Anteriorização do Canal Mandibular img1

Radiografia panorâmica não evidenciando a anteriorização do canal mandibular esquerdo. Exame tomográfico evidenciando a anteriorização do canal mandibular esquerdo, bem como a solução de continuidade do teto do canal mandibular esquerdo na  região do implante dentário instalado.

 

Caso 2:  Lesão endo-pério nos elementos 17 e 47

img2 Radiografia panorâmica e periapicais evidenciando lesão endo-pério no elemento 17 e rarefação óssea a nível de furca no elemento 47. Cortes tomográficos confirmando a presença de lesão endo-pério no elemento 17 . Cortes tomográficos demostrando que a rarefação óssea a nível de furca no elemento 47 evidenciada nos exames bidimensionais é de fato uma lesão endo-pério.

 

Caso 3: Tratamento Endodôntico com Excesso no 25 img3

Radiografia Panorâmica evidenciando tratamento endodôntico com aspecto de normalidade no elemento 25. Cortes tomográficos mostrando excesso de material obturador por apical do elemento 25.

 

Caso 4: Perfuração Radicular no 33 img4

Radiografia Panorâmica evidenciando tratamento endodôntico e retentor metálico intrarradicular no elemento 33. Cortes tomográficos demonstrando perfuração da face vestibular da raiz do elemento 33 e desvio de trajeto do retentor metálico intrarradicular.

 

Por: Dra. Renata Nobile  – CD Radiologista